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Legislatura da blindagem (2021-2024): câmara ignorou denúncias e deixou população sem respostas

 


Denúncias de contratos milionários, obras questionáveis e compras emergenciais ficaram engavetadas, marcando um período de omissão e falta de transparência.

A legislatura de 2021 a 2024 da câmara de vereadores de Pindamonhangaba foi marcada por uma postura que, para mim, foi decepcionante e preocupante. Durante esse período, o legislativo, que deveria fiscalizar o executivo, preferiu blindar a administração municipal, fechando os olhos para denúncias importantes que impactavam diretamente a gestão pública. Muitas representações protocoladas ficaram trancadas na gaveta da mesa diretora, sem nenhuma resposta, frustrando a população que esperava transparência e justiça.

Eu me lembro de casos alarmantes que simplesmente não foram investigados como deveriam. Entre eles, contratos milionários, compras emergenciais questionáveis e obras públicas cujas execuções levantavam dúvidas. Apesar de eu e outros cidadãos termos apontado essas irregularidades, nada avançou.

Contratos milionários e falta de transparência

Um dos casos mais graves, para mim, foi o contrato entre a prefeitura e o instituto esperança para a gestão de serviços de saúde durante a pandemia de covid-19. O valor do contrato, de R$ 1.953.863,95, era altíssimo, e o tribunal de contas do estado (TCE) apontou possíveis irregularidades no processo TC-008412.989.22-0. Eu acompanhei o protocolo 2160/2023 na câmara, mas ele foi simplesmente ignorado, deixando um vazio de explicações.

Compra emergencial de alimentos

Outro caso que me revoltou foi a dispensa de licitação nº 404/2021, destinada à compra emergencial de carnes para a rede municipal de ensino. O TCE abriu o processo TC-24175.989.21-9, mas a denúncia, registrada na câmara sob o protocolo 891/2023, também não recebeu a devida atenção. A falta de respostas me fez sentir que o dinheiro público estava sendo tratado como algo sem dono.

Obras públicas em xeque

A construção do terminal rodoviário de Moreira César foi outro episódio que me deixou indignado. Com denúncias registradas no processo TC-000792.989.21-2 e no protocolo 1705/2023 na câmara, a obra foi cercada por dúvidas sobre a execução e o uso dos recursos. E, mais uma vez, nenhuma explicação veio à tona.

Pandemia e gestão questionável

Ainda durante a pandemia, outro contrato com o instituto esperança foi alvo de questionamentos no TCE (TC-015399.989.20-1) e no protocolo 9819/2022 da câmara. Assim como nos demais casos, tudo foi ignorado, deixando claro, para mim, que as prioridades da legislatura estavam longe de atender à população.

A população pagou a conta

Essa legislatura da blindagem (2021-2024), para mim, representou uma afronta à transparência e à democracia. Enquanto as denúncias permaneciam trancadas, o dinheiro público continuava sendo gasto sem o devido controle, e nós, cidadãos, pagamos a conta. Foi impossível não me questionar: a quem os vereadores realmente estavam representando?

O legislativo deveria ter cumprido seu papel de fiscalizar o executivo e garantir que cada centavo dos recursos públicos fosse revertido em benefícios para a cidade. Mas, infelizmente, essa responsabilidade foi negligenciada, deixando um rastro de desconfiança e revolta.

Agora, olhando para o futuro, acredito que a nova legislatura tem o dever de resgatar a credibilidade da câmara municipal, abrindo as gavetas trancadas e dando respostas às denúncias que tanto clamavam por investigação. Nós, cidadãos, exigimos respeito, transparência e justiça. Afinal, Pindamonhangaba merece mais do que foi entregue nos últimos quatro anos.

Gustavo Felipe Cotta Tótaro - clicar aqui

Tecnólogo Gestão de Negócios e Inovação - Faculdade de Tecnologia de Pindamonhangaba/SP      

Tecnico em Contabilidade - Escola Tecnica João Gomes de Araujo de Pindamonhangaba/SP                 


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