O cenário de instabilidade na unidade da Gerdau em Pindamonhangaba não é uma novidade de última hora, mas sim o desenlace de um processo que se arrasta sob o olhar passivo da administração municipal. Em 15 de setembro de 2025 , a cidade foi sacudida pelo anúncio do fechamento do setor de cilindros, colocando em risco imediato a subsistência de 400 famílias. Naquele momento, enquanto os operários ocupavam as calçadas em uma greve por tempo indeterminado, esperava-se que o Palácio de Cristal assumisse seu protagonismo político. No entanto, o que se viu foi um governo que prefere colher os louros de novas instalações industriais, mas que se retira estrategicamente de cena quando o desafio é manter o que já existe. A narrativa de que se trata de uma "questão entre empresa e sindicato" é uma falácia administrativa, pois o impacto socioeconômico de 400 demissões transborda os portões da fábrica e atinge diretamente o comércio, a arrecadação e o bem-estar social de toda a Pindamon...