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Prefeitura e Sindicato não entram em acordo: o que pode acontecer agora?


 A Prefeitura de Pindamonhangaba propôs um reajuste de 4,77% aos servidores públicos. O Sindicato, por sua vez, defendeu um índice maior, de 5,20%, aprovado em assembleia. Como não houve consenso, muitas dúvidas surgem sobre o que pode acontecer a partir de agora. Entenda os próximos passos, seus direitos e as leis que garantem cada um deles:


O que é a data-base?

A data-base é o mês do ano em que a Prefeitura deve revisar os salários dos servidores, com base na inflação acumulada. No caso de Pindamonhangaba, essa revisão ocorre em maio.

Base legal: Constituição Federal, artigo 37, inciso X – garante a revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos, na mesma data e sem distinção de índices.


O que acontece quando não há acordo?

Se a Prefeitura e o Sindicato não chegarem a um entendimento, há três possibilidades:


1. Manter as negociações, tentando melhorar a proposta;



2. Decretar estado de greve, como forma de alerta;



3. Iniciar greve, caso não haja avanço.




O que é o estado de greve?

É uma comunicação oficial de que a categoria está em alerta e pode deflagrar greve. Os serviços continuam normalmente, mas a categoria se mobiliza.

Base legal: O estado de greve não é previsto por lei específica, mas é reconhecido pela Justiça do Trabalho como legítimo.


Como a greve pode ser decidida?

Por nova assembleia com os servidores. Se a maioria aprovar, a greve pode começar. A Prefeitura deve ser notificada com no mínimo 48 horas. Serviços essenciais devem funcionar com equipes reduzidas.

Base legal: Lei nº 7.783/1989 – regulamenta o exercício do direito de greve no Brasil.


A greve é legal? Os servidores podem ser punidos?

Sim, a greve é legal e garantida pela Constituição Federal, artigo 9º. Quem aderir de forma pacífica e organizada não pode ser punido. Contudo, os dias parados podem ser descontados, a menos que haja acordo para compensação.


Pode haver judicialização?

Sim. O Sindicato pode recorrer ao Ministério Público do Trabalho ou à Justiça do Trabalho. O juiz pode intermediar o diálogo ou até julgar a legalidade do movimento e do índice proposto.


Quais são os próximos passos do Sindicato?


Formalizar a contraproposta de 5,20%


Aguardar resposta da Prefeitura


Convocar nova assembleia com a categoria


Avaliar entrada em estado de greve ou greve


Eventualmente acionar a Justiça



O que os servidores precisam saber?


A reposição inflacionária é um direito constitucional


A greve é legal, desde que organizada


É importante acompanhar as assembleias e deliberações do sindicato


Ninguém pode ser punido injustamente por participar de movimento legal


Apesar da importância do momento, ainda há muitos servidores municipais que não sabem o que está acontecendo, o que revela uma ineficiência por parte da comunicação do Sindicato dos Servidores Municipais de Pindamonhangaba. Essa falha impacta diretamente no baixo engajamento e na baixa participação dos filiados nas decisões que mais os afetam.


É essencial que o Sindicato amplie sua comunicação de forma clara, acessível e frequente. Devemos deixar de lado egos ou disputas político-partidárias, porque o que está em jogo é a vida funcional de centenas de trabalhadores, o bom funcionamento dos serviços públicos e, acima de tudo, o bem-estar dos cidadãos de Pindamonhangaba. Agir com clareza, justiça e honestidade é o mínimo que se espera neste momento.


Gustavo Felipe Cotta Tótaro - clicar aqui

Tecnólogo Gestão de Negócios e Inovação - Faculdade de Tecnologia de Pindamonhangaba/SP    

Técnico em Contabilidade - Escola Técnica João Gomes de Araujo de Pindamonhangaba/SP

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