Mais uma troca na Secretaria de Saúde de Pindamonhangaba: a instabilidade que compromete a população
Mais uma troca na Secretaria de Saúde de Pindamonhangaba: a instabilidade que compromete a população
Sem alarde e quase sem divulgação, a administração municipal de Pindamonhangaba exonerou mais uma secretária da pasta de Saúde. No dia 1º de setembro de 2025, foi publicada a saída de Roberta de Abreu Faria e, em seguida, a nomeação interina de Andreia Moreira Martins para responder pela Secretaria Municipal de Saúde.
Essa mudança, longe de ser um fato isolado, faz parte de uma sequência de trocas que vem marcando os últimos anos. E a pergunta que fica é: até quando a saúde da nossa cidade será tratada como um cargo de experimentação política, sem planejamento e sem estabilidade?
Danos provocados pelas trocas constantes
A cada nova nomeação, o município perde algo essencial: continuidade. A saúde pública é uma das áreas mais complexas da administração, pois envolve não apenas médicos, enfermeiros e atendimentos básicos, mas também a organização de filas de exames, cirurgias e especialistas, contratos com hospitais e clínicas, compra de medicamentos e manutenção de equipamentos. Quando um secretário é trocado, todo o plano de trabalho é alterado ou interrompido.
Isso gera uma série de prejuízos:
- Descontinuidade de projetos: programas iniciados não chegam a ser concluídos, ou mudam de rumo sem resultados concretos.
- Desorganização administrativa: cada novo secretário traz sua equipe, seus métodos e suas prioridades, quebrando qualquer linha de gestão coerente.
- Prejuízo à população: quem depende do SUS sofre com filas mais longas, atrasos em consultas e exames, além de um sistema sem rumo claro.
- Insegurança dos servidores da saúde: profissionais ficam sem referência de liderança, o que dificulta a execução de políticas de médio e longo prazo.
- Perda de credibilidade: a população deixa de acreditar que o poder público é capaz de oferecer soluções consistentes para os problemas de saúde.
A nomeação de uma secretária interina: um recado claro
Agora, a Secretaria de Saúde está sob o comando de uma gestora interina, sem prazo definido para que haja uma nomeação efetiva. Isso demonstra claramente a falta de prioridade dada à pasta. Em vez de se buscar estabilidade e planejamento para a saúde do município, o que vemos é improviso, insegurança e descaso.
A nomeação de um secretário interino transmite à população a mensagem de que a saúde não é prioridade real da atual administração. Enquanto isso, pacientes continuam aguardando meses por cirurgias, exames e consultas especializadas.
Despreparo e insegurança política
O ciclo de trocas revela, acima de tudo, o despreparo de quem escolhe e a insegurança de quem assume. Secretários entram e saem, mas os problemas estruturais permanecem, e pior, se agravam. Não existe plano de longo prazo que sobreviva à instabilidade política.
A saúde de Pindamonhangaba precisa ser tratada como prioridade máxima, com seriedade e respeito à população. Enquanto persistir essa prática de trocas constantes, os maiores prejudicados serão sempre os cidadãos que dependem do sistema público de saúde.
Gustavo Felipe Cotta Tótaro - ( CLICAR AQUI )
Tecnólogo Gestão de Negócios e Inovação - Faculdade de Tecnologia José Renato Guaycuru San Martim. ( Fatec Pindamonhangaba)
Técnico em Contabilidade - Escola Técnica João Gomes de Araujo de Pindamonhangaba/SP
Estudante Bacharel em Direito - Centro Universitário Santa Cecília ( UNIFASC )
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