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Contratações no comércio de Pinda caem e acendem o sinal de alerta


Quem caminha pelas ruas de Pinda e conversa com os lojistas já sente no ar uma preocupação que vai além das vitrines. Aquele clima de "cidade que cresce" está dando lugar a um silêncio preocupante nas planilhas de emprego. E não é impressão: os dados do CAGED mostram que o nosso comércio está perdendo o fôlego, e os números são um sinal de alerta para todos nós.

O Natal que não trouxe presentes para o trabalhador

Dezembro sempre foi aquele mês de esperança, de "bico" garantido e de lojas cheias. Mas olhem só o que aconteceu nos últimos três anos: em 2023, o comércio celebrou um saldo positivo de 49 vagas. Em 2024, esse número já caiu para apenas 15. E agora, em dezembro de 2025, o susto: fechamos o mês no vermelho, com um saldo negativo de -12.

Ou seja, no período em que as pessoas mais deveriam ser contratadas, as portas se fecharam.

Uma queda que assusta em todos os setores

Se a gente olhar para a cidade como um todo somando a indústria que a gente tanto se orgulha, as obras, a roça e os serviços  o tombo é ainda maior.

  • Em 2023, Pinda gerou 2.014 empregos.

  • Em 2024, esse número despencou para 528.

  • E em 2025? Apenas 346 vagas sobraram.

É uma queda drástica que mostra que a nossa economia está sendo asfixiada ano após ano.

O peso de 2026: Imposto alto significa menos emprego

Começamos este ano de 2026 já no prejuízo, com o comércio registrando -29 vagas em janeiro. E não dá para tapar o sol com a peneira: esse desânimo tem nome e sobrenome. A chegada da Taxa do Lixo e a mudança na Planta Genérica (PGV) caíram como uma bomba no colo do comerciante.

A conta é amarga: o dono da loja, que muitas vezes paga aluguel caro, vê o custo subir lá no alto com esses novos tributos. Sem saída, a primeira coisa que ele faz para não quebrar é demitir. É triste, mas é a realidade: tira-se o emprego de um pai ou de uma mãe de família para conseguir pagar o boleto da prefeitura que não para de subir.

O que eu penso:

O comércio é a nossa principal porta de entrada. É onde o jovem consegue a primeira chance e onde o sustento de muita gente acontece de forma rápida. O poder público precisa entender que não dá mais para colocar tudo nas costas do povo.

Em vez de "reinventar" impostos ou criar taxas que sufocam quem trabalha, o foco deveria ser outro: cortar na própria carne. É hora de reduzir as despesas da máquina pública, enxugar gastos desnecessários e deixar que o dinheiro fique no bolso de quem produz. Pindamonhangaba precisa de fôlego para voltar a contratar, e não de mais peso para carregar.


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Gustavo Felipe Cotta Tótaro - ( INSTAGRAM )

Tecnólogo Gestão de Negócios e Inovação - Faculdade de Tecnologia José Renato Guaycuru San Martim. ( Fatec Pindamonhangaba)   

Técnico em Contabilidade - Escola Técnica João Gomes de Araujo de Pindamonhangaba/SP

Estudante Bacharel em Direito - Centro Universitário Santa Cecília ( UNIFASC )

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