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Pinda Esquecida: Por que nossa história religiosa ficou fora do novo mapa do Vale?

 


Sinto um aperto no peito ao ler as notícias sobre a nova Lei nº 18.388/2026, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas. Como alguém que caminha por nossas ruas e admira nossos casarões e igrejas, é impossível não questionar: até quando Pindamonhangaba será invisível nas grandes decisões do Vale do Paraíba?

​O Governo do Estado acaba de reconhecer oficialmente a "Região Turística da Fé". Este é um marco que promete trazer políticas públicas integradas de segurança, saúde e infraestrutura para as cidades que compõem o roteiro. Na lista oficial, vemos Aparecida, Cachoeira Paulista, Canas, Cunha, Guaratinguetá, Lorena, Piquete, Potim e Roseira. Mas, mais uma vez, Pinda ficou de fora.

​Um patrimônio que merece respeito

​Dói ver nossa cidade ser ignorada quando temos, talvez, o conjunto de templos católicos mais rico da região. Quem conhece o Centro não ignora a imponência da Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso. Quem valoriza nossa história sabe da importância da Igreja São José, da Capela Santana, da Capela de São Benedito e da belíssima Igreja de Nossa Senhora de Coruputuba.

​Nós já somos ponto de passagem da Rota da Luz e do Caminho da Fé. O romeiro já está aqui! Então, por que nossa gestão municipal não teve a visão ou a força política para garantir que Pindamonhangaba estivesse nesse projeto de lei desde o início?

​O que estamos perdendo?

​O reconhecimento não é apenas um "título" para colocar na parede; ele poderá ser objeto de proteção específica pelos órgãos de patrimônio. Laércio de Paula, presidente da Associação da Região Turística da Fé, destacou que o pensamento é coletivo para as cidades do circuito, visando melhorias reais em serviços essenciais como saúde e segurança.

​Com o Santuário de Aparecida recebendo cerca de 10,5 milhões de visitantes em 2025 um salto de 15% em relação ao ano anterior  o turismo religioso é o motor econômico da nossa região. Cidades como Tremembé, com o Santuário Basílica Senhor Bom Jesus, e Piquete, com o Santuário de São Miguel Arcanjo, já entenderam o recado e estão se posicionando. Enquanto isso, Pinda parece estacionada.

​Minha Opinião: O preço da omissão e da falta de brio

​Pinda não é pequena; pequena é a visão de quem a administra hoje. Não incluir a cidade em um circuito de fé  que já conta com municípios vizinhos focados em fortalecer o turismo religioso, histórico e cultural  é, no mínimo, incompetência política.

​Como podemos aceitar que Pindamonhangaba fique de fora de uma lei que visa viabilizar políticas integradas de segurança e infraestrutura para o romeiro, tendo em nosso "quintal" um acervo tão rico? É inadmissível que a gestão atual ignore o potencial de templos como a Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso, a Igreja São José, a Capela Santana, a Capela de São Benedito e a histórica Igreja de Nossa Senhora de Coruputuba.

​Enquanto o Santuário Nacional de Aparecida atrai milhões de pessoas e impulsiona a região, Pinda perde a chance de se consolidar nesse cenário. Deixar esses tesouros fora do mapa oficial da "Região Turística da Fé" é dar as costas para a nossa própria história e para o desenvolvimento econômico que o turismo de fé proporciona.


São Paulo reconhece oficialmente a Região Turística da Fé; saiba mais no TJ Aparecida


Gustavo Felipe Cotta Tótaro - ( INSTAGRAM )

Tecnólogo Gestão de Negócios e Inovação - Faculdade de Tecnologia José Renato Guaycuru San Martim. ( Fatec Pindamonhangaba)   

Técnico em Contabilidade - Escola Técnica João Gomes de Araujo de Pindamonhangaba/SP

Estudante Bacharel em Direito - Centro Universitário Santa Cecília ( UNIFASC )

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