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Corujinha pode dar prejuizo de 4 milhões em Pinda


De permuta desastrosa a compra direta de terreno: o novo capítulo do imbróglio

A política de Pindamonhangaba vive dias de intensa agitação com a pressa do Executivo.

A recente aprovação do Projeto de Lei nº 166/2026 na Câmara Municipal gerou alerta.

Sob regime de urgência, autorizou-se a compra direta de uma área por R$ R$ 4,23 milhões.

Esse terreno pertence ao INSS e destinava-se, inicialmente, a uma complexa permuta.

O acordo anterior foi desfeito consensualmente após apontamentos graves do TCE-SP.

A corte de contas questionou a vantajosidade e a falta de estudos técnicos robustos.

Em vez de buscar caminhos econômicos, a prefeitura propôs a aquisição onerosa.

A ideia agora é construir uma sede totalmente nova para o hospital infantil Corujinha.

No entanto, a pressa em fechar o negócio expõe uma nítida fragilidade no planejamento.

O município passou dois anos negociando um acordo que acabou sendo totalmente desfeito.

A nova estratégia de compra direta foi apresentada e votada em um intervalo recorde.

A população assiste a decisões cruciais serem tomadas sem o devido debate público.

O que deveria ser um processo transparente tornou-se uma corrida contra o tempo.

Essa urgência injustificada impede que os reais impactos financeiros sejam analisados.

Assim, a cidade inicia uma nova etapa cercada de dúvidas sobre a gestão de seus recursos.

A alternativa legal da gratuidade ignorada pelo poder municipal

O ponto mais controverso dessa transação reside na existência de uma legislação protetiva.

A Lei Federal nº 13.240/2015 oferece um caminho claro e econômico para os municípios.

Ela estabelece que imóveis sem uso do Fundo da Previdência podem ser cedidos de graça.

Essa cessão não onerosa destina-se especificamente a serviços de saúde e assistência.

Pindamonhangaba preenche todos os requisitos legais para solicitar a cessão gratuita.

No entanto, a administração municipal optou por ignorar essa alternativa extremamente viável.

Em vez de pleitear a posse gratuita da área, preferiu empenhar R$ 4,23 milhões públicos.

O argumento de que o processo envolve tratativas de longo prazo perde sua sustentabilidade.

Se o debate ocorria há dois anos, haveria tempo suficiente para pedir a gratuidade.

Laços burocráticos poderiam ser desatados em favor de uma economia real aos cofres locais.

Esses recursos valiosos poderiam ser aplicados diretamente no atendimento médico diário.

Com o valor do terreno, seria possível contratar pediatras e equipar novos leitos.

Ignorar o amparo da lei federal representa um desleixo grave com o erário de Pinda.

A justificativa de que a compra agiliza o processo mascara a falta de zelo técnico.

O dinheiro do contribuinte acaba sendo utilizado para pagar por algo que seria gratuito.

O impacto financeiro e o fantasma do endividamento público

A decisão de erguer um prédio do zero eleva os custos do projeto a patamares alarmantes.

A prefeitura não apenas comprou o terreno como também assumiu uma obra civil pesada.

Não há, até o momento, um projeto executivo detalhado sobre os custos da construção.

Erguer um hospital infantil moderno exige investimentos milionários que superam a compra.

Para cobrir esses custos, o município recorre a empréstimos de grande impacto fiscal.

Um financiamento de R$ 30 milhões junto ao Desenvolve SP já está no radar da gestão.

Essa operação de crédito carrega juros expressivos que podem comprometer o futuro.

Com taxas atreladas ao IPCA, a dívida acumulada pressionará as próximas gestões municipais.

O cidadão pagará duas vezes: pela aquisição desnecessária e pelos juros do empréstimo.

A falta de transparência sobre o memorial descritivo da obra aumenta a insegurança.

Obras públicas sem projetos fechados costumam sofrer aditivos e atrasos constantes.

O projeto Corujinha corre o risco de se tornar uma das obras mais caras da história local.

Comprometer o orçamento com juros altos limita o investimento em outras áreas sociais.

Bairros periféricos podem sofrer com a falta de asfalto, saneamento e remédios básicos.

A saúde das crianças é prioritária, mas a engenharia financeira adotada é temerária.

A necessidade de transparência e o papel da fiscalização social

Apoiar a criação de um hospital infantil moderno é um consenso em Pindamonhangaba.

O bem-estar das crianças e o amparo às famílias são urgências que ninguém contesta.

Contudo, a defesa da saúde não pode servir de escudo para escolhas fiscais erradas.

A aprovação relâmpago na Câmara impediu a participação ativa da sociedade civil.

Conselhos municipais e comissões técnicas foram privados de debater o plano real.

A verdadeira transparência exige que os números sejam expostos e discutidos abertamente.

Diante disso, o papel fiscalizador das instituições e dos cidadãos torna-se vital.

Órgãos de controle externo, como o TCE-SP, já estão sendo acionados para intervir.

É preciso investigar por que a gratuidade oferecida por lei federal foi descartada.

O futuro financeiro do município depende de uma atuação firme contra o desperdício.

Pindamonhangaba merece um modelo de gestão que alie sensibilidade humana e eficiência.

A pressa política não deve se sobrepor aos princípios básicos da responsabilidade fiscal.

A sociedade continuará atenta e cobrando respostas claras sobre cada centavo investido.

Somente com diálogo e rigor técnico será possível garantir um hospital sustentável.

O zelo com o dinheiro público é o primeiro passo para cuidar verdadeiramente das pessoas.

O fantasma do passado: a estrutura pronta do Pronto Socorro Infantil que foi desmontada

O histórico de Pindamonhangaba revela que o desperdício de estruturas de saúde não é inédito.

Entre 2014 e 2015, a administração de Vito Ardito Lerario estruturou um complexo infantil.

O antigo prédio de Pronto Atendimento da Unimed foi desapropriado para esse nobre fim.

Localizado na Rua João Gama, no São Benedito, o espaço abrigaria o Pronto Socorro Infantil.

Essa aquisição custou R$ 7 milhões, exigindo uma suplementação de verba de R$ 5,3 milhões.

O projeto de lei 80/2014 recebeu o aval da Câmara sob a relatoria de Sandra Tutihashi.

O local já contava com elevador, gerador de energia e rede de ar-comprimido da Unimed.

Salas cirúrgicas e uma infraestrutura pronta para atendimento médico também faziam parte.

O objetivo central era desafogar o Pronto Socorro Municipal em até trinta por cento.

A gestão de pessoal médico seria integrada à empresa gestora do pronto atendimento geral.

Contudo, essa excelente estrutura médica foi desfeita na administração de Isael e Piorino.

O Pronto Socorro Infantil acabou desmontado sem atender sequer uma única criança de Pinda.

Milhões de reais foram investidos no passado em um prédio completo e totalmente aparelhado.

Essa herança de abandono aumenta a desconfiança da população sobre a atual obra do Corujinha.

O histórico local mostra que construir de novo nem sempre significa colocar para funcionar.




Fonte: Formalizada entrega de prédio da Unimed para Prefeitura de Pinda


Fonte: REVIRAVOLTA: INSS e Prefeitura de Pindamonhangaba rescindem contrato de permuta que daria lugar ao Complexo "Corujinha"


Fonte: Empréstimo de R$ 30 milhões com juros elevados chega à Câmara e pode custar mais que o dobro para Pindamonhangaba


Fonte: Prefeitura de Pindamonhangaba: Divergências Financeiras na Permuta com INSS Apresentam Desafios e Sinalizam Potencial Mau Negócio para o Município


Fonte: Câmara de Vereadores Pinda aprova empréstimo de R$ 30 milhões; Pindamonhangaba pagará o dobro por projeto sem estudo técnico


Fonte: LEI Nº 13.240, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2015.


Fonte: PROJETO DE LEI ORDINÁRIA N.º 166/2026 Autoriza o Poder Executivo Municipal a adquirir, por compra, o imóvel de propriedade do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, destinado à implantação do Complexo de Saúde Infantil,



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Gustavo Felipe Cotta Tótaro - ( INSTAGRAM )

Tecnólogo Gestão de Negócios e Inovação - Faculdade de Tecnologia José Renato Guaycuru San Martim. ( Fatec Pindamonhangaba)   

Técnico em Contabilidade - Escola Técnica João Gomes de Araújo de Pindamonhangaba/S

Estudante Bacharel em Direito - Centro Universitário Santa Cecília ( UNIFASC ) 

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